Tratado sobre o amor – 2

Outra conclusão a que podemos chegar a partir da novela é que o carácter profundamente perturbador da infidelidade provém precisamente de ela não necessitar de uma regra social para ser perturbadora. Ou, como diz Musil (idem, p. 178), a infidelidade é simplesmente mais forte do que a mentira. Mas lá está a derivação a intrometer-se, como se não conseguíssemos falar do amor sem falar de fidelidade. O meu problema quando começo a pensar neste tipo de problemas é que não quero, logo à partida, ser cínico ou niilista, mas sinto que partir com esta disposição já não é ser totalmente sério. Vou beber um fino.

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