O Argo merece ganhar o Oscar porque

apesar de o Amour ser provavelmente o melhor dos filmes nomeados [sobre o itálico: a impressão de o Laço Branco me ter apertado a garganta com mais força e com menos piedade que este], ter o Haneke a vencer em Hollywood na noite de gala da Academia seria como ter o Ron Howard a vencer a Palma de Ouro em Cannes. Ora, depois da grande separação que houve no século XVI no domínio das relações com o divino, a segunda melhor coisinha que aconteceu à Humanidade em termos de cisões foi a separação clara dos dois modelos de fazer cinema – o americano e o outro – para bênção da viabilidade dos próprios sistemas e de todos nós cinéfilos.

(A grande diferença entre os dois exemplos da analogia: nenhum senhor de saias nos vai impedir de ir comungar às várias capelinhas cinematográficas, tantas e quantas vezes quisermos.)

Fica ainda ressalvado que, apesar de tudo, o melhor filme da temporada é o do P.T. Anderson. Quando conseguir perceber porquê, digo-vos.

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